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 Uma matéria sobre um trojan que  esta atacando na rede ultimamente , poucas  pessoas sabem da  existência  de tal , pois  então achei interessante colocar um destaque para este  para  os usúarios tomarem muito  cuidado e dar mas valor a segurança  na internet  e  a segurança do seu micro.

 

O arquivo discador pode estar dentro de seu micro

Um leitor contou sua desagradável experiência com o arquivo: segundo ele, na semana passada, depois de se conectar ao provedor de banda larga Ajato, seu modem começou, do nada, a discar para os Estados Unidos. Preocupado, ele vasculhou o HD de seu micro e encontrou lá um auto-dialer. A pergunta que ele fez é o que explicaremos a seguir:

- Como esse intrusssso chegou à minha máquina?

É triste admitir, mas este arquivo é apenas um dos que têm invadido a máquina de dezenas de leitores que nos procuraram. Ao visitar um site internacional ou dizer “sim” a perguntas aleatórias (via pop-ups, por exemplo), o usuário autoriza a entrada do arquivo no micro e, a partir daí, está sujeito a pagar por ligações para sites internacionais, que podem ter sede física em qualquer lugar do planeta.

Tais home pages são “armadilhas”. Armadilhas muito bem arquitetadas que têm levado pessoas mundo afora a pagar por serviços que não usaram.

Agora, cabe a pergunta: a culpa é ou não das operadoras brasileiras? A questão é polêmica. Depois de descobrir os causadores do problema, chegamos à conclusão de que os culpados estão longe daqui. Por outro lado, a inércia das operadoras brasileiras diante do problema é imperdoável. Sites portugueses, ingleses e russos estão entre os principais integrantes da rede que atua de forma global. Eles contratam, junto às operadoras de seus países, linhas hot line, as mesmas usadas por empresas de pornografia online ou via telefone, e passam a ganhar por cada chamada efetuada para estes números.

A ligação é cobrada no Brasil pela operadora local (como Telemar) ou de longa distância (como Embratel), mas a grana é repassada para a operadora internacional que, por sua vez, repassa boa parte para os canalhas. O usuário é, então, obrigado a pagar a conta? Em tese é, sim. Por isso, antes de se tornar mais uma vítima que não tem a quem recorrer, é bom tomar os cuidados que listamos no box abaixo.

Outro leitor tocou na parte nevrálgica da confusão: um amigo dele recebeu uma conta de R$ 755,61 (!) de ligações internacionais. Usuário do iG, um dia, impossibilitado de se conectar, descobriu um ícone em seu desktop chamado “Hot-Brazil.exe” e resolveu usá-lo para se conectar à internet. Conseguiu, claro. Mas a conta de telefone denunciou: ele foi o seu próprio algoz ao usar os serviços de um provedor internacional. Solícito, o amigo Hans resolveu checar o micro do outro. Qual não foi sua surpresa ao descobrir, em C:/program files/dialers, o tal Hot.Brazil.exe. No mesmo diretório encontrou também “Brazilupdate.exe”. Ao clicar no ícone, abriu uma imagem pornô com um link “click here” escancarado. Clicando, abriu-se o discador do iG. Pronto. Esclarecida a conta.


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Especialista em segurança explica todo o esquema

Para conhecer melhor o perigo a que os internautas estão expostos, procuramos o especialista em segurança da informação da consultoria Dyaus , o colombiano Helios Aragón. Ele nos contou que a cobrança de sites internacionais já acontece na internet brasileira (e mundial) há algum tempo, mas que, devido ao crescimento acelerado das telecomunicações e da rede no Brasil, muitos usuários não tiveram tempo de assimilar cuidados às vezes bobos. Segundo Helios, 95% das vezes em que um site pergunta a um navegante se aceita ou não determinado serviço, a resposta é “sim”.

Afinal de contas, como acontece a invasão? O tal site envia para o usuário um arquivo, em forma de pop-up, script ou trojan (vírus do tipo Cavalo de Tróia), que se auto-instala no HD e, quando percebe a presença de uma linha telefônica disponível, conecta o computador do cidadão a sites internacionais. A conexão pode, inclusive, ser feita via celular, devido à velocidade de transmissão dos aparelhos lá fora, que chegam a alcançar 128 kbps. Por aqui os celulares ainda não fazem esse tipo de conexão, pelo menos não em larga escala. Usuários de banda larga (como Ajato e Vírtua, que não usam linha telefônica para conexão) estão um pouco mais protegidos, mas adeptos do velho dial-up devem começar a agir. Agora! Peguem as dicas a seguir e protejam-se. Na semana que vem, o quarto capítulo dessa novela. Continuamos de olho, mais assustados mas mais esperançosos.

Como se proteger dos auto-dialers

Apesar de sua atuação fraudulenta, em alguns países, por incrível que pareça, o serviço de “incentivo de tráfego telefônico” não é considerado ilícito. Na Alemanha, os arquivos discadores não são classificados como “vírus”, já que o combate a eles pode afetar o faturamento de companhias telefônicas (!?). As operadoras brasileiras ainda não se posicionaram quanto ao caso, mas esperamos para breve uma opinião (nem que seja para orientar seus clientes). Enquanto isso, proteja-se. Com as dicas a seguir já é possível, pelo menos, não ter ataques de ansiedade antes de abrir contas de telefone:

SEGURANÇA: Você pode controlar a entrada compulsória de arquivos ActiveX, Java e scripts. No browser, vá em “Opções de Internet” e desabilite-os. Um porém: nosso G.G. (Grande Guru) Júlio Botelho, revoltado com a cobrança das ligações internacionais, não só condena a passividade das operadoras como acrescenta que, ao desabilitar os arquivos, o internauta está abrindo mão de coisas interessantes da internet.

BANDA LARGA: Se você é usuário de internet em alta velocidade, os arquivos discadores só poderão agir se o seu modem estiver conectado à linha telefônica. Muitos usuários (como a repórter que vos escreve) mantém esta conexão para, em caso de pane, ter uma saída para não ficar sem internet. Nestes casos, desconecte fisicamente o modem e, quando a banda larga falhar, conecte-o de novo, mas só naquele momento. Usuários de ADLS (Velox, por exemplo) que porventura ainda mantenham os velhos modems dial-up nas suas máquinas devem adotar o mesmo procedimento.

DIAL-UP: Mesmo conectado ao seu provedor, segundo os especialistas ouvidos pelo GLOBO, você pode ser vítima dos provedores estrangeiros. Para estes, a única opção viável é manter a atenção nos arquivos instalados no disco rígido. Não saia deletando tudo o que encontrar, mas, caso desconfie de algum arquivo, procure a ajuda de um especialista ou consulte o seu provedor.

DIGA NÃO: Muita gente navega desatenta ao que recebe. A rede não é um paraíso de santos, acreditem! Tome cuidado com janelas pop-up, scripts estranhos e perguntas de sites desconhecidos. Se suspeitar, diga sempre NÃO às perguntas. Ao dizer sim, você não só pode receber o tal arquivo como estará concordando com o serviço e nem poderá reclamar no futuro.

O DEPOIS: Tá, você já tem em sua conta telefônica um monte de ligações efetuadas para países nos quais não conhece ninguém e dos quais, às vezes, sequer ouvir falar. O que fazer? Bem, aí é complicado. Como dissemos na reportagem da edição passada (25/11), o Procon aconselha que os consumidores paguem as contas e depois tentem, com os Procons estaduais, um acordo de conciliação com as operadoras. Provavelmente elas tirarão o corpo fora, já que nenhuma (nem os provedores) admite que as conexões são vulneráveis a ataques e sempre culparão você. O Juizado de Pequenas Causas pode ser uma saída.

 



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