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VERDADES SOBRE MODENS

Interno, externo ou PCMCIA - algumas razões

A instalação de um modem interno (em forma de uma placa) necessita a presença de uma ligação de extensão de placa livre na carta mãe do seu computador. Quer dizer que será indispensável que você verifique se tem um espaço livre no seu computador antes de fazer a compra de tal placa.

A instalação de um modem do tipo externo (em forma de uma pequena caixa) necessita a presença de uma ligação "série macho" livre que se encontra por traz do seu computador. Caso não tenha uma ligação livre pode resolver o problema comprando uma placa de extensão entrada/saída (PC). Com um Macintosh, o modem externo é ligado ao conector série mini-din 8 que tém um símbolo "telefone" ou no seu homólogo com o símbolo "impressora".

Os modem's que conrespondem à definição PCMCIA (formato de cartão de crédito) integram-se numa ligação prevista pare este efeito. Este sistema é especialmente reservado aos computadores portáveis.

Bem vistas as coisas acho que você deve ter preferência por um modem externo e isto por várias razões.

Quais os problemas mais frequentes de uma ligação ?

(todas as máquinas)

(Windows)

Este pontos serão aprofundados mais adiante.

E a discutida velocidade de transmissão ?

A velocidade de transmissão de um modem exprime-se em b/s (bits por segundo).

Não confundir baud e b/s (bit/s)

O baud (Bd) é o número de modifacações significativas de um sinal no espaço de um segundo.

Estas modificações significativas constituem a modelação. Se esta modelação for bivalente, a velocidade de modelação (em Bd) é igual à escoamento binar (em bit/s). Este é o caso dos modem's antigos e lentos, mas não o caso dos modem's rápidos.

Algumas precisões matemáticas:

Efectivamente, o baud é a forma de medida do número de estados significativos transmitidos por segundo. Graças a alogaritmos complexos de modulação que combinam a modulação de fase com a amplitude, nós teremos a seguinte relação:

D= R log (base2).V

Onde D= débito binar em bits/segundo, R= velocidade de modulação eu baud e V= valencia do sinal.

V: número de estados significativos que o sinal pode tomar. Exemplo: se um sistema permite de diferenciar uma tensão de 0 voltos e 1 volto a valencia do sinal é de 2. Se ele permite de distinguir +2, +1, -1, -2, neste caso a valencia do sinal é de 4.

Por aqui nos apercebemos que frequentemente a valencia é uma potencia de 2 e sendo assim a relação é a seguinte:

D= Rlog(base2).2 potência n.

Sendo assim, se tivermos uma velocidade binar de 28800 bits/segundo e adaptarmos uma modulação sobre 1 bit o sinal não vai passar numa linha RTC.

O teorema de Nyquist, diz (resumidamente) que não se podem transmitir mais de 2f sinais independentes por segundo através de um circuito de banda passante f. Então, através de uma linha telefónica de banda 300/3400 Hz (ou seja 3100 Hz), não se pode utilizar uma velocidade de modulação superior a 6200 Bd sem provocar uma interferência intersimbolos. (na realidade, não se poderá ultrapassar 3500 Bd). É aqui que o teorema de Shannon entra em causa para limitar o débito binar C fazendo intervir a relação sinal/ruido (S/R) que se junta à banda passante W. Ele disse:

Cmax= W log2 (1+S/R).

E assim vemos que o limite de Shannon está agora quase alcançado com os modems de 33600 bit/s pois que a relação sinal/ruido das linhas pouco ultrapassa os 35 dB.

Não confundir bps (bits por segundo) com Bytes por segundo (um Byte é igual a 8 bits).

Não confundir tambem bps (bits por segundo) com cps (caracteres por segundo):

Para transmitir um caracter, é preciso (simplificando) 10 bits (8 bits de dados, 1 bit de stop, 1 bit de start). De forma aproximativa podemos então calcular a velocidade cps ao dividir a velocidade bps por 10 (em modo normal). No caso de uma conexão V42, os bits se start e de stop são substituidos por "delimitadores de pacotes ".

Débito em bps e norma CCITT asociada:

V23: 75/1200 em chamada ou 1200/75 em resposta

V21: 300/300 bps

V22: 1200/1200 bps

V22bis: 2400/2400 bps

V32: 9600/9600 bps

V32bis: 14400/14400 bps

V34: 28800/2800 bps

VFC: 28800/28800 bps

V27ter: 4800/4800 bps (fax)

V29: 9600/9600 bps (fax rápido)

V42: protocolo de correcção de erros

V42bis: protocolo de compressão de dados.

Note bem que o VFC não é uma norma CCITT. Como já é dificil de fazer comunicar dois modems CCITT parece-me que é melhor não tocar no assunto do VFC.

Para a Internet, escolheremos de preferencia um modem que integre as normas de V32bis (ao minimo) , mas o preferivel será ao menos a norma V34 que inclua os protocolos V42 para a correcção de erros e V42bis para compressão dos dados.

Velocidades: linha (DCE), terminal (DTE) e protocolo V42bis

Atenção, não confundir a velocidade DCE (Data Communication Equipement) ou velecidade de linha entre dois modem's, com a velocidade terminal DTE (Data Terminal Equipement) ou velocida de junção entre modem e computador. A primeira é determinada pelo tipo do modem (V32bis, V34 etc.), enquanto que a segunda, chamada tambem "port speed" é geralmente configuravel por um programa (vêr mais adiante). Escolha sempre uma velocidade de junção superior à velocidade de transmissão em linha.

A utilização do protocolo de compressão de dados V42bis pode ainda aumentar (ao menos em teoria) o débito da junção modem-computador a um factor de 4. Você não tirará todo o proveito do benificio da compressão se não regular a velocidade da junção a 4 vezes mais a velocidade da linha, o que pode por outro lado exceder as capacidades de entrada/saída do seu computador (ver mais adiante).

Então qual é a velocidade que posso alcançar realmente ?

A embalagem do seu modem indica, com grandes letras, velocidade de transmissão até 115200 bps, que significa isto?

Simplesmente que se trata de um modem do tipo V34 (28800 bps) que associa a norma de compressão de dados V42bis, mas você nunca alcançará a velocidade de transmissão tão elevada.

Efectivamente, se o rendimento máximo teórico da compressão dos dados é na realidade de 1/4, permitindo assim velocidades DTE de 28800*4=115200 (por um modem V34), isto são, relembro, graus de compressão teóricos sobre ficheiros do tipo texto não comprimidos e em condicções perfeitas. Na prática tudo é diferente, a maior parte dos ficheiros propostos em FTP já estão comprimidos e neste caso pouco ou nada de compressão é possível. Com os ficheiros do tipo texto (rtf, hqx, tx, etc...) pode-se chegar em média a um grau de compressão de 1/2 ou até 1/2,5, o que já é muito bom. Fazendo os cálculos em KBytes/s e com um modem 28800 bps, um valor efectivo de transfer de 3 Kbytes/s para os ficheiros comprimidos ou de 6 Kbytes/s para os ficheiros não comprimidos já se pode considerar um máximo de débito (dividir por dois para um modem de 144000bps). E ainda, tudo isto implica, como iremos ver, um porte série rápido, um cabo de ligação que permita o controle de fluxos RTS+CTS, a optimização du system.ini (no Windows), dos dados de inicialização do modem, uma exelente qualidade de linha telefónica, uma banda passante de qualidade da parte do seu provider etc...

E o UART ?

Uma boa configuração do porte série é issencial para a boa qualidade da conexão PPP. O porte série não deve de forma alguma ser configurado no sentido software a uma velocidade superior às suas capacidades hardware, o que arriscaria a uma reducção de débito considerável na conexão e mesmo até uma desconexão imprevista.

O UART (Universal Asynchronous Receiver Transmitter) é um controlador de entradas/saídas que permite a gestão dos portes série do PC.

Existem três tipos principais:

É importante de sublinhar que estas velocidades de transmissão são velocidades maximas praticadas que não têm nada a ver com a velocidade teórica. Elas podem variar inclusivamente e tudo depende tambem do sistema operacional utilizado, da sua capacidade multi tarefa, da respectiva optimização e da qualidade da linha telefónica. Estas velocidades são dadas a titulo indicativo e de forma alguma elas servem de dados precisos.

Há mesmo certos entendidos (mais ou menos que eu) que dizem que o UART 16450 permite de alcançar a mesma velocidade que o UART 16550. Sim, é verdade, mas falso ao mesmo tempo. Verdade porque a úniva coisa que o UART 16550 tém a mais é a presença de buffers Fifo, o que implica que não exixte diferença de velocidade ao nivel do porte propriamente dito; falso na medida em que os dois buffers Fifo do 16550 permitem de eliminar a maior parte dos erros do porte, conduzindo assim a um ganho considerável de eficacidade global. Se você ultrapassa estas velocidades aparece o risco de frequentes ComOverruns (erros), que têm um impacto extremamente negativo sobre o rendimento global da sua conexão.

Com um UART 8250, será dificil de ultrapassar uma velocidade terminal de 19200 bps; ou seja a impossibilidade de se ligar em V34 (28800bps) ou VFC; se você utilizar um modem 14400bps, deverá talvez mesmo invalidar a compressão de dados nos parâmetros de iniciação do seu modem. Se você utilizar um modem V34 (28800bps), deverá forçar a ligação em V32bis ou seja 14400bps (com o comando Hayes B10) e invalidar (eventualmente) a compressão de dados.

Com o UART 16450, tomando em conta a potencia do seu PC, você pode regular o porte série entre 38400 e 57600bps (486DX2 e superiores). Se utilizar um modem V34 (28800bps) será possivel que obtenha melhores resultados invalidando a compressão dos dados para evitar "engarrafamentos".

Com o UART 16550, por contra, pode-se alcançar uma velocidade série de 15200bps e assim beneficiar plenamente de uma conexão em V34 ou VFC com os protocolos de erro e compressão de dados V42 e V42bis respectivamente.

Os parâmetros de configuração em função do tipo de UART utilizado será descrito mais adiante.

Para conhecer o tipo de UART utilizado pelo seu PC sem o desmontar:

A propósito do cabo RTS+CTS

A qualidade do cabo utilizado (modem externo) para ligar o PC ao modem é muito importante, sobretudo se você quiser tirar proveito da correcção de erros e compressão de dados. Aparte da boa qualidade da ligação é preciso que você se assegure que o seu cabo permite o controle de fluxos hardware (RTS+CTS). Para ce certificar, consulte a documentação do seu modem. Se não existe qualquer informação na documentação, o que é frequente, existe um meio software simples de determinar o tipo de cabo: após ter indicado na configuração o controle hardware (ou RTS+CTS), force este tipo de controle juntando o comando Hayes &k3 (ver mais adiante), assim voce obté, se o seu cabo não permite o controle de fluxos hardware, uma mensagem do género "Modem não encontrado", ou bem o seu modem recusará simplesmente de fazer qualquer conexão.

IMPORTANTE: Se acontecer que o seu modem externo não está equipado com o famoso cabo ideal, enquanto não o substitui não escolha de forma alguma o controle de fluxos XON/XOFF (controle de fluxos software). Desactive todo o controle de fluxos, correcção de erros e compressão de dados da camada software e os parâmetros de iniciação do modem (&k0, &k6).

NOTA: É muito raro que um cabo PC não consiga gerir o controle de fluxos hardware, a não ser que o cabo esteja defeituoso. Mas tenho a relembrar que os cabos defeituosos existem.

O driver de porte de Windows

O driver de porte de Windows 3.1 (windows\system\com.drv) não está optimizado para permitir uma gestão correcta de dois buffers FIFO do UART 16550. O driver Cybercom.drv é bem melhor.

Atenção, não confondir Windows 3.1 com Windows For Workgroup 3.11 cujo driver não é preciso modificar. O Driver com.drv de Windows 95 ou 98 também não devem ser trocados. (Cybercom.drv trabalha em 16 bits enquanto que o driver de Windows 95 ou 98 trabalha a 32 bits).

Se o seu sistema operacional é o Windows 3.1 e você tem um UART 16550 é preferível utilizar o Freeware Cybercom.drv fazendo por exemplo o carregamento em linha em http://metro.turnpike.net/L/llarrow/cybercom.zip .

O painel de controle "ports" (Windows)

No quadro de uma conexão via Trompet sobre Windows, não é absolutamente necessário de parametrar o painel de controle "Ports" a não ser que você tenha escolhido a opção "use controle panel setting" do menu "dialler" de Trompet Winsock. Mas de qualquer forma é sempre bom fazer as regulações seguintes:

Configuração de Windows 95 ou 98 (a relembrar)

Você tem que instalar os seguintes produtos:

(Iniciar/Definições/Rede/ Adicionar Protocolo Microsoft - TCP-IP, Microsoft Carta de acesso remoto (mesmo que não tenha carta ethernet).

  1. Endereço IP: o seu endereço IP ou obter automaticamente um endereço se você não tiver um fixo.
  2. Passarela: Peça informações ao seu provider
  3. Links: desactivar
  1. (propiedades): escolher piloto NDIS modo alargado
  2. Atalho: marcar TCP/IP
  1. Escolher "Nona conexão"
  2. Escolher o seu modem na lista ou modem Hayes no caso que o seu modem não figure na lista proposta por Windows. Será eventualmente necessário o driver fornecido pelo fabricante do seu modem.
  3. Velocidade de transmissão (opção configurar): é a velocidade DTE (port série) que deve ser indicada e não a velocidade do modem.
  4. Entalhe "Opções": somente a opção "Ver o estado do modem" deve ser activada (regra geral)
  5. Digite se seguida o número de telefone do seu provider.
  6. Valide a configuração com "Terminar" ou "Fim"
  1. Geralmente PPP
  2. Activar TCP/IP (protocolo de rede)
  3. Especifique os endereços IP, servidor de nomes e endereço DNS.

NOTA IMPORTANTE: É possivel personalisar os parâmetros de iniciação do modem sobre Windows95/98 sem modificar os ficheiros do modem. Na janela de diálogos de "Configuração modem", "conexão" e botão "Avançado" existe um "parâmetros suplementares" que permite de introduzir comandos particulares que serão enviados ao modem após ele ter lido o seu ficheiro de iniciação standard. Esta acção pode facilmente ser visualizada ao activar "jornal" para criar um ficheiro de leitura do modem (ficheiro modemlog na pasta de Windows).

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